como funcionam os aparelhos de espionagem antigos

Aparelhos de espionagem antigos: como funcionam?

banner cibersistemas

0 uso do raio laser dispensa um transmissor para gravar conversas distantes.

A espionagem de conversas alheias sempre foi considerada muito importante, tanto nas questões de Estado como em assuntos particulares, e grandes quantias tem sido aplicadas no desenvolvimento de técnicas sofisticadas de escuta secreta. Em muitos países, a policia emprega a interceptação de comunicações telefônicas e outros métodos para controlar criminosos e dissidentes políticos, e muitas empresas utilizam técnicas semelhantes para que possam descobrir os projetos de seus concorrentes.

Aparelhos de espionagem antigos em uma mesa
Várias maneiras de uso de aparelhos de espionagem: 1, maleta com gravador; 2 e 3, gravador e caneta-microfone; 4, caneta-bug; 5, 13 e 15, bugs; 6, 7 e 8, câmeras miniaturizadas;
9, cinzeiro com bug na base; 10, bug para afixar em janelas; 11, microfone; 12 e 14, bugs em telefone e isqueiro; 16 e 17, módulos de microfone, transmissor e amplificador.

No inicio, os aparelhos eletrônicos de escuta foram usados apenas por organizações militares e civis de espionagem, como a Agencia Central de Inteligencia (C.I.A.) e a Agencia Nacional de Segurança (N.S.A.), norte-americana as, que lideram o desenvolvimento de novas técnicas e instrumentos. Alem dessas organizações, existem ainda industrias eletrônicas que fornecem equipamentos militares e de espionagem a nações menores, e que também aperfeiçoam novos aparelhos.

Por outro lado, os programas espaciais incentivaram o desenvolvimento de numerosos componentes eletrotônicos miniaturizados, possibilitando a fabricação de eficientes instrumentos de escuta secreta. Os dispositivos eletrônicos atingiram tal nível de aperfeiçoamento que na década de 1980 já era possível um espião ouvir conversas efetuadas em uma sala localizada a centenas de metros de distancia.

Espionagem telefônica

Relógio e bracelete de espionagem antigos.

0 telefone foi o primeiro aparelho usado pelos espiões, não só por se tratar de um dos instrumentos pioneiros da comunicação, mas também porque é muito fácil obter-se uma derivação de suas linhas. De modo geral, essa derivação é apenas uma extensão da linha, só que executada secretamente, e tanto pode ser feita em um andar vizinho quanto em qualquer parte em que as linhas telefônicas estejam expostas.

O receptor da extensão não precisa estar próximo da linha original. Pode estar, por exemplo, fora da cidade, como nos serviços adotados por muitos empresários e executivos, que utilizam extensões para atender telefonemas comerciais em casa.

A maioria das grandes cidades do mundo possui salas de escuta secreta na central telefônica ou na central de polícia. Geralmente são poucos os aparelhos vigiados ao mesmo tempo, e o agente encarregado simplesmente registra as informações importantes. Entretanto, tem sido muito usado o sistema de gravação automática, para economizar-se o tempo útil do agente-escuta: um aparelho receptor, instalado na sala secreta, liga um gravador de fita toda vez que o telefone visado é colocado em uso. O agente precisa apenas verificar as gravações periodicamente.

Aparelhos miniaturizados facilitavam a espionagem

Até muito recentemente, qualquer microfone, capaz de captar toda conversa efetuada em uma sala, era tão grande que, a menos que estivesse embutido na parede, podia ser descoberto por uma simples inspeção. Além disso, esse sistema de escuta (“intromissão”) exige que o espião entre no cômodo sem ser notado e instale seu aparelho. O problema foi resolvido em parte com o desenvolvimento de componentes miniaturizados de alta sensibilidade, que permitiram o aparecimento dos bugs, pequenos microfones-transmissores que funcionam com um sistema de rádio, sem ligações elétricas externas. Esses aparelhos são equipados com baterias, que fornecem a energia para as transmissões.

O menor microfone-transmissor — amplamente disponível — mede 3 mm por 5 mm, com 8 mm de comprimento, e a menor bateria tem menos de 4 mm de diâmetro. Montados, e com uma pequena antena espiral, formam o menor bug possível, chegando realmente a ser camuflado em uma azeitona. Entretanto, uma bateria desse tamanho esgota-se rapidamente e não pode fornecer energia suficiente para uma escuta demorada.

Na verdade, o menor bug de utilização prática é o transmissor de caneta-tinteiro, já razoavelmente difundido. Essas canetas escrevem realmente, porque os componentes eletrônicos que formam o bug ocupam tão pouco espaço que deixam lugar suficiente para o acondicionamento de um depósito de tinta. Seu bug é composto pelo microfone e o transmissor em miniatura, e pelo menos quatro baterias miniaturizadas. A caneta capta claramente a voz de uma pessoa localizada a uma distância de 3 a 5 metros, mas suas baterias têm uma duração de apenas 7 horas e o mini transmissor alcança um raio de somente 20 a 30 metros em condições normais — apenas o bastante para, por exemplo, transmitir as conversas até um receptor colocado em um carro estacionado nas proximidades.

Além desse problema, o bug de caneta-tinteiro tem outro inconveniente que exige certo cuidado em seu uso: o microfone é muito sensível e capta, além da conversa no ambiente, também o ruído que a pena faz quando escreve. Assim, o espião não deve escrever durante o trabalho.

Devido a essas limitações, o bug de caneta-tinteiro só pode ser utilizado quando o espião tem acesso normal à sala. No caso de o aparelho ser instalado às escondidas, é preferível usar-se uma unidade maior e mais potente, com maior tempo operacional. Um bug nessas condições pode ser colocado em uma caixa de 25 x 50 x 75 mm, sendo a metade desse espaço ocupada por uma bateria de 6 volts. Seu fio de antena, com 1 metro de comprimento, aumenta o raio da emissão. O aparelho pode captar uma fala a 30 metros (até mesmo numa sala vizinha, se a porta estiver aberta), transmitir a um receptor colocado até a 400 metros, e tem energia suficiente para 25 dias. E, como é altamente sensível, pode ficar escondido sob um móvel ou atrás do trilho de uma cortina.

A maioria dos bugs transmite em freqüência modulada (FM), aproximadamente na onda de 100 MHz, e muitos deles são usados para espionagem telefônica, com a energia do próprio circuito do telefone, sem necessidade de uma bateria. O transmissor pode ser minúsculo e instalado no telefone espionado, ou escondido no terminal do edifício. Em menos de um minuto, o espião pode colocar o transmissor especial dentro do bocal do telefone, usando a linha telefônica como antena para as transmissões.

Microfone de espionagem miniaturizado antigo.
Este microfone é tão pequeno que pode, por exemplo, ficar preso na lapela do paletó, disfarçado em distintivo. Capta conversas emitidas a cerca de 1,5 m de distância.

Além de bugs, há também um gravador de fita em miniatura, com capacidade para duas horas de gravação, medindo apenas 130 x 80 x 30 mm, e que funciona somente quando alguém está falando. Essa técnica, que permite economizar a fita, é conseguida com a utilização de um comutador especial que mede 100 x 60 x 20 mm e trabalha com o som da voz, fazendo o aparelho funcionar somente quando é necessário.

Classifique este post!
[Total: 1 Average: 5]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *