copiadoras como funcionam

Copiadoras: o que são e como funcionam?

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Os processos de duplicação em papel, empregados há aproximadamente um século, são diferentes dos sistemas copiativos porque exigem a preparação de uma folha matriz, da qual a máquina produz as duplicatas. Há vários processos de duplicação, porém os mais difundidos são os de estêncil e o hectográfico.

O início das copiadoras: o estêncil

foto de copiadora estencial
Duplicadora de estencial. Fluindo de dentro para fora do cilindro, a tinha passa pelos sinais perfurados no estêncil e imprime a folha de papel-cópia.

O sistema de estêncil utiliza como matriz uma folha-suporte de papel firme e poroso, revestida de substância gelatinosa impermeável à tinta de duplicação. As letras ou desenhos são impressos na matriz por meio de datilografia ou de um estilete de ponta cega. Assim, o revestimento gelatinoso é perfurado, tornando permeáveis somente os traços e pontos correspondentes às perfurações. A natureza fibrosa da folha-suporte de papel-estêncil retém o centro das letras como o “o” e o “a”, de modo que somente seus traços periféricos ficam permeáveis à tinta.

A máquina duplicadora de estêncil (popularmente conhecida como mimeógrafo) possui um cilindro oco, cujo interior é saturado com tinta pastosa de viscosidade adequada. O estêncil é afixado na parede externa desse cilindro, com a face onde foi perfurada a escrita voltada para o lado de dentro. Então, imprimindo-se rotação ao cilindro, um mecanismo de alimentação apanha de um depósito próprio uma folha de papel-cópia e a deposita na mesa de duplicação, onde é levemente pressionada contra toda a superfície do estêncil. Como a parede do cilindro é suficientemente porosa, a tinta flui de seu interior e, passando através dos caracteres ou desenhos perfurados, imprime o papel-cópia, deixando-o com os mesmos sinais da matriz.

O estêncil moderno resulta do desenvolvimento de um antigo sistema de preparação da matriz que utili­zava a “lixa”, ou seja, uma tábua ou chapa de superfí­cie áspera, sobre a qual se colocava a folha estêncil en­cerada para que as linhas, letras e pontos fossem perfurados com estiletes de ponta cega.

O primeiro aperfeiçoamento importante nesse sistema ocorreu em 1882, quando David Gestetner introduziu a caneta ciclostyle, ou de carretilha. Tratava-se de uma caneta que, em lugar da pena, apresentava uma pequena carretilha denteada, semelhante à de marcar costura até hoje usada pelas costureiras. Com a ciclostyle, era possível efetuar a perfuração do estêncil sem ser necessário colocá-lo sobre a “lixa”. Logo depois o estêncil começou a ser feito em folhas de papel de fibras longas, fabricado no Japão, que dava à matriz uma base porosa mas, ao mesmo tempo, bastante firme. Por volta de 1890, um outro tipo de papel, também de origem japonesa, passou a ser empregado para as matrizes especialmente preparadas em máquinas de escrever, que nessa época já eram muito usadas.

No princípio as cópias de estêncil eram feitas em duplicadoras de base plana. Somente em 1896 é que os primeiros mimeógrafos rotativos foram patenteados nos Estados Unidos. O processo de duplicação era ainda complicado, e o cilindro tinha que ser girado manualmente por meio de uma manivela. Modelos realmente eficientes e práticos só apareceram no início do século XX. A partir daí a duplicação tornou-se fácil.

Os materiais empregados nas duplicadoras de estêncil também sofreram mudanças progressivas, permitindo que atualmente o processo produza maior número de duplicações de uma mesma matriz. As cópias obtidas são também mais limpas e de melhor qualidade, mas o princípio de funcionamento do estêncil permanece fundamentalmente inalterado.

O emprego de vários tipos de plástico para a confecção do estêncil é de introdução recente. Sua principal vantagem sobre os suportes anteriores é tornar a matriz mais resistente, possibilitando impressões de cópias mais nítidas.

Copiadoras hectográficas: os mimeógrafos

foto de copiadora hectográfica desmontada, também conhecida como mimeógrafo
Uma duplicadora hectográfica, parcialmente desmontada para mostrar o sistema de reservatório e distribuidor de álcool. As rodas de borracha, ligadas ao mecanismo de alimentação, apanham o papel-cópia e levam-no até o cilindro.

O processo hectográfico ou de duplicação a álcool é parecido com o sistema de estêncil. A designação hectografia é formada pela junção dos termos gregos hecto, que significa cem, e Graphite, escrever, porque originalmente assegurava-se que o processo era capaz de produzir cem cópias de cada vez — façanha não alcançada pelas matrizes de estêncil. No princípio a hectografia utilizava apenas uma tinta roxa, mas hoje pode empregar tinta de qualquer cor.

Da mesma forma que o sistema de estêncil, a hectografia vale-se de uma matriz de papel. A diferença entre os dois sistemas de duplicação reside no fato de que a matriz hectográfica não é perfurada. Ao invés disso, recebe a tinta de um papel carbono especial, colocado entre ela e uma folha-suporte.

Quando se escreve ou desenha sobre a matriz, à máquina ou com estilete de ponta cega, o corante de anilina contido no papel carbono passa para o verso do papel-matriz, deixando uma impressão invertida da imagem escrita ou desenhada. Depois de receber esse preparo, a matriz é afixada no cilindro ou tambor rotativo da máquina duplicadora — também da mesma forma que no processo de escrita, devendo-se apenas observar que a face escrita, por estar invertida, fique voltada para fora. Então, o papel-cópia apanhado pelo mecanismo de alimentação é, em seguida, umedecido com um fluido volátil (álcool, por exemplo), antes de receber uma leve compressão contra a superfície da matriz afixada no tambor. O fluido volátil dissolve uma finíssima camada do corante da matriz, transferindo as letras e sinais para o papel-cópia. Assim, sucessivas cópias são impressas, até o término da tinta.

foto de copiadora com máscaras
Duplicadora a álcool mais complexa, com um sistema de máscaras para cobrir partes da matriz, permitindo imprimir versões diferentes de um documento.

Um outro processo hectográfico utiliza uma lâmina de gelatina em lugar do líquido volátil. Este sistema requer o emprego de papel especial para a matriz, sobre a qual a imagem a duplicar é também impressa datilográfica ou manualmente. A face preparada da matriz é então pressionada contra a superfície de uma lâmina de gelatina especial, que recebe a imagem invertida.

Como a gelatina tem a propriedade de reter a umidade, a tinta pode conservar-se seca. Porém, quando uma folha de papel-cópia é pressionada contra ela, recebe uma impressão da imagem preparada. Em geral o sistema hectográfico tem um limite prático de utilização de cerca de 300 cópias por matriz.

Apesar de mais complicado que o processo de estêncil, o método hectográfico encontra grande aceitação, principalmente por ser mais limpo que o primeiro, não requerendo tanta atenção por parte do operador. Entretanto, ambos os sistemas são bastante competitivos quanto ao baixo custo de operação e manutenção.

A chegada das copiadoras Xerox

diagrama de funcionamento das máquinas de xerox
No processo xerográfico, uma chapa semicondutora, eletrostaticamente carregada, só retém sua carga nas áreas escuras de uma imagem projetada sobre sua superfície. A aplicação de um corante fino adere apenas nas partes carregadas, formando uma imagem que, então, é transferida ao papel e fixada.

A azografia é um processo duplicador semelhante ao hectográfico, mas emprega produtos químicos diferentes. Sua matriz tem componentes de duas cores, visíveis quando em contato com um fluido. Ambos os componentes unem-se quando se prepara a imagem na matriz, à máquina de escrever ou manualmente. O fluido é colocado na máquina duplicadora.

Entre os processos de duplicação mais utilizados situa-se o termográfico, introduzido comercialmente em 1973 pela empresa inglesa Rapid Data Ltd. Na termo-grafia a matriz é datilografada, deixando impressa numa base branca uma imagem preta de reprodução que absorve calor.

Uma vez que a matriz é afixada num cilindro aquecido da máquina reprodutora, somente a imagem em negro absorve calor suficiente para alcançar a temperatura ideal de reprodução, enquanto o resto da folha branca mantém-se vários graus Celsius abaixo. Ao girar, o cilindro aquecido entra em contato com uma cinta contínua feita de material encerado e altamente pigmentado. Parte da cera colorida derrete-se com o calor e adere à imagem da matriz, passando depois para as folhas de papel-cópia.

Foto de duplicadora com preparador térmico de estêncil
Esta duplicadora possui um preparador térmico do estêncil (à direita), que prepara a matriz a partir de um documento datilografado. Era uma máquina bastante comum em grandes escritórios, mas hoje é completamente obsoleta.

A grande vantagem desse processo é que a imagem já sai fixada da máquina, o que torna as cópias muito mais limpas e com possibilidade de utilização imediata. As cintas enceradas podem ser obtidas em diversas cores e ser pronta e facilmente substituídas a qualquer momento.

Finalmente, embora bastante difundido, o processo xerográfico (Xerox) é o mais complexo: produz reprodu­ções mediante carga eletrostática da imagem que, co­berta de colorante, transfere-se para as cópias.

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