eidoforo o que é e como funciona

Eidóforo ou TV de projeção: o que é e como funciona?

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Um filme de óleo forma imagens de TV em telas gigantescas.

O princípio de funcionamento de um eidóforo repousa em um filme de óleo extremamente fino, ativado por um campo elétrico que dá à sua superfície uma irregularidade controlada em escala microscópica. Esse filme é a base de um engenhoso sistema que pode converter um sinal de TV em imagem projetada em tela cinematográfica.

Essa projeção por outros meios seria difícil, porque a imagem original é criada na superfície do tubo de vídeo quando a tela fosforescente é atingida por elétrons. E sua luminosidade não é muito grande. No sistema eidóforo de projeção, o sinal de entrada de TV é amplificado da maneira normal e alimenta um canhão de elétrons. Mas, em vez deste canhão ser dirigido para uma tela fosforescente, é apontado para o filme de óleo.

Projetor Eidóforo
Projetor eidóforo a cores. Os três cilindros cromados contêm os conjuntos de canhões de elétrons.

O bombardeio de elétrons cria cargas eletrostáticas locais no filme; estas repelem-se mutuamente e encurvam a superfície do filme, de maneira que, efetivamente, este assume o formato de uma lente ou espelho extremamente polido (segundo esteja colocado numa chapa de vidro transparente ou numa superfície refletora), produzindo uma duplicata da imagem de TV. O filme gira vagarosamente, para que o feixe de elétrons incidente possa agir sempre numa nova superfície.

Ao contrário do que ocorre num sistema de TV convencional, o feixe de elétrons não é alterado em sua intensidade mas focalizado ou desfocalizado pela intensidade do sinal: um raio bem focalizado produz um ponto brilhante na imagem, dando um desvio máximo na superfície do filme. Quando o filme se afasta da ação do feixe de elétrons, perde gradualmente sua carga, e a imagem por ela produzida, tornando-se plano ao passar sob uma lâmina afiada. A superfície plana não reproduz imagem.

Controle do raio de luz do eidóforo

Projeção gigante feita pelo eidóforo
Sistema de TV com tela de imagem gigante em operação.

Assumindo formato de lente ou de espelho polido, o filme serve de controlador para um facho de luz extremamente potente, que pode ser projetado na tela. Há diferentes maneiras de se fazer isso, mas todas dependem de um espelho em lâminas que interceptam a luz, exceto a que tenha sua direção modificada ao incidir sobre o filme de óleo.

Um espelho típico para esse fim tem seis lâminas (cada uma com cerca de 13 mm de largura), dispostas num ângulo de 45°. A fonte de luz, invariavelmente uma “lâmpada de arco” — como um arco de xénon é refletida pelas lâminas, em direção à superfície do ei­dóforo. Se não há desvio dos raios pelo eidóforo, a luz refletida encontra novamente as lâminas; mas, se ocorre um ligeiro desvio causado por alguma deformação do filme de óleo, ao menos uma parcela dessa luz não sofre a interrupção das lâminas e é projetada, através de uma lente, numa tela de até 9 x 12 metros.

Um aparelho normal de TV a cores usa três canhões de elétrons, apontados para os “fósforos” vermelho, verde e azul da tela. No sistema de tela gigante, são usados três conjuntos separados de canhão de elétrons e de eidóforo, cada um deles relacionado com a projeção de uma das cores da imagem que aparece na tela.

Para evitar problemas de combinação de três fontes de luz, usa-se somente uma lâmpada de arco; sua luminosidade, porém, é dividida em três cores por um sistema de espelhos dicroicos (que refletem uma cor e são transparentes para outra). Os raios são então refletidos nos seus respectivos eidóforos e recombinados na tela, numa imagem colorida.

Diagrama de funcionamento de um eidoforo

O eidóforo é uma das várias maneiras de se produzir um grande quadro de imagem controlada por sinal de TV, pela saída de um computador ou por outra fonte dinâmica. Para ser útil, uma imagem desse tipo tem que produzir fielmente o sinal de entrada, sem se atrasar. O eidóforo apresenta como grande vantagem a capacidade de controle eletrônico no sentido mais puro, já que seu meio de regulagem é um feixe de elétrons. Isso significa que a parte central do equipamento tem que ser lacrada e operada sob alto vácuo. Mas o aparelho está sendo melhorado para se tomar mais simples e operar sob pressão atmosférica normal. Programas de pesquisa tentam aperfeiçoar novas idéias, como quadros eletroluminescentes, quadros que usam cristais líquidos, sistemas luminosos em estado sólido (baseados em vários tipos de díodos luminosos LED) e quadros gerados por fibras ópticas.

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