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Fotômetro: para que serve e como funciona?

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Ao tirar uma fotografia, o fotógrafo tem que se certificar de que uma quantidade correta de luz passe através da abertura do obturador da lente de sua câmara para o filme. Se houver pouca luminosidade, a fotografia será muito escura ou pouco exposta; se houver muita luz, será muito clara ou superexposta.

Para que a fotografia tenha a nitidez correta, o operador deve usar um fotômetro ou medidor de exposição, instrumento que mede a intensidade da luz e indica (ou produz) automaticamente a exposição correta.

A origem do fotômetro

Fotômetro analógico em uso
Fotômetro medindo a luz refletida de uma cena. Para medir a luz incidente é preciso montar um cone inverso e, junto ao objeto, virar o aparelho para a fonte de luz.

Nos primeiros anos que se seguiram à invenção da fotografia, essa “exposição” era obtida por tentativa e pela própria experiência do fotógrafo. Havia tabelas e gráficos impressos que davam um cálculo aproximado para a exposição em condições de luz normais. A invenção do “actinômetro” aperfeiçoou o sistema de medida.

Um papel sensível à luz era colocado no medidor e posto diante da cena a ser fotografada. Comparando-se o tom da descoloração causada pela luz que incidia sobre o papel com o de um cartão colorido, e marcando-se o tempo do processo, encontrava-se, numa tabela, o tempo de exposição apropriado. Esse método, um tanto lento, foi substituído pelo “medidor de extinção”, que era, basicamente, um tubo com o interior escuro e uma abertura em cada extremidade. Uma tira transparente, graduada em tonalidades cinzentas, com números impressos em negro, era colocada entre as extremidades do tubo medidor.

Examinava-se a cena através do tubo, até encontrar-se um número que se fundisse com o fundo, em relação à intensidade da iluminação. Esse número era transferido por meio de cálculos, permitindo um ajuste de câmara adequado.

Como funciona o Fotômetro

Diagrama de funcionamento do fotômetro acoplado da Nikon F2
O sistema de fotômetro acoplado da Nikon F2 emprega duas células CDS dispostas de modo a que possam fazer a leitura da luminosidade no centro do campo de visão da objetiva. Visível no visor reflex da câmera, a agulha indicadora varia de posição segundo a intensidade luminosa da cena. Para uma exposição correta, ela deve ser centralizada mediante o ajuste da velocidade do obturador ou da abertura da objetiva. Resistores e circuitos impressos são empregados para ajustar a saída da bateria, permitindo que as células CdS (sulfeto de sódio) mantenham bom equilínrio e que os resultados das medidas sejam constante.

O medidor fotoelétrico de exposição foi introduzido o sistema de fotômetro acoplado da Nikon F2 emprega duas células CdS dispostas de modo a que possam fazer a leitura da luminosidade no centro do campo de visão da objetiva. Visível no visor reflex da câmara, a agulha indicadora varia de posição segundo a intensidade luminosa da cena. Para uma exposição correta, ela deve ser centralizada mediante o ajuste da velocidade do obturador ou da abertura da objetiva.

Resistores e circuitos impressos são empregados para ajustar a saída da bateria, permitindo que as células CdS (sulfeto de sódio) mantenham bom equilíbrio e que os resultados das medidas sejam constantes.

O medidor fotoelétrico de exposição foi introduzido nos Estados Unidos em 1932. E um instrumento muito mais avançado e preciso, que mede a intensidade da luz à medida que esta incide sobre uma superfície sensível (uma célula fotoelétrica). Nos fotômetros separados da câmara, a fotocélula ativa uma agulha sobre uma es­cala de “valores de exposição”, que podem ser lidos como uma gama de ajustes do obturador e da abertura. O fotógrafo, então, ajusta a câmara segundo aqueles va­lores. Quando o medidor está acoplado à própria câ­mera, a agulha é projetada de maneira a aparecer no visor. Nas câmaras semi-automáticas, a célula é ligada elétrica ou mecanicamente à abertura ou ao obturador, restando ao operador um ajuste final. Numa câmara to­talmente automática, a célula regula tanto a abertura quanto o obturador.

Na célula de selênio, a luz atinge uma fotocélula que tem duas camadas condutoras de eletricidade, com uma película de selênio entre elas. Proporcionalmente à sua intensidade, a luz cria um potencial elétrico entre as duas camadas, e a corrente é registrada por uma agu­lha num amperímetro sensível. A célula de sulfeto de cádmio é mais sensível que a de selênio e pode ser usada com menos luz.

Diagrama de fotometro analógico completo

Fotômetros digitais

O método mais comum de se usar o medidor consiste em se aferir um grau geral ou completo de luminosi­dade, levando-se em consideração as partes mais escu­ras e mais claras da cena a ser fotografada. Uma vez ajustado para a “velocidade” (sensibilidade) do filme utilizado, o fotômetro é apontado para a cena, indi­cando assim um valor para a luz refletida normal­mente. Usa-se também o “cone invertido”, um disposi­tivo translúcido que é colocado sobre a fotocélula, a fim de, em lugar da luz refletida, medir-se o valor da luz “incidente” que atinge a cena.

Fotômetro digital em uso na mão de uma pessoa.
Fotômetros também estão incorporados nas câmeras e podem ser aferidos diretamente no viewfinder ou no display LCD da câmera.

Os fotômetros lêem uma área particular da cena à sua frente, conhecida como “ângulo de aceitação”, que difere para cada modelo. Os aparelhos mais avançados podem ler uma área geral ou oferecer uma leitura deta­lhada de pequena área da cena a ser fotografada.

Atualmente, a vasta maioria dos fotômetros disponíveis no mercado são digitais e não dependem mais dos sistemas elétricos e analógicos de seus antecessores. No entanto, ainda existe certo mercado para esses tipos de aparelhos, especialmente para os entusiastas de fotografia analógica e vintage.

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