livros de michel foucault para donwload

Todos os livros de Foucault para download grátis em português

Michel Foucault (1926-1984) foi um historiador e filósofo francês, associado aos movimentos estruturalistas e pós-estruturalistas. Ele teve forte influência não apenas na filosofia, mas também em uma ampla gama de disciplinas científicas humanísticas e sociais. Neste post, trazemos todos os livros de Foucault para download gratuito, disponibilizados pelo blog do Grupo de Estudos Foucaultianos.

Michel Foucault e o Brasil

Foucault visitou o Brasil em 1975 e, mais brevemente, em 1976. Na primeira viagem, uma ênfase especial é dada à conduta de Foucault quando o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado nos porões da ditadura militar. Na segunda visita, o foi amplamente monitorado pelos serviços de inteligência e isso era enfatizado pela imprensa da época, tanto a alternativa, notadamente a anarquista, na divulgação de suas palestras e pensamentos, quanto na tradicional, onde o enfoque partiu para o “suspeitado” pelo Estado.

Embora Foucault nunca tenha escrito uma obra particular sobre mídia, sua concepção de filosofia como jornalismo radical é posta em conexão com tais eventos na tentativa de articular narrativas históricas e crítica do presente.

Livos de Michel Foucault para download gratuito em português


A história da loucura na idade clássica

FOUCAULT, Michel. São Paulo: Perspectiva, 1978. Neste livro, o autor põe em xeque concepções firmadas sob o rótulo de possíveis verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, em que sua análise crítica atingiu a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.


Doença Mental e Psicologia

FOUCAULT, Michel. Editora: Tempo Brasileiro. Revolucionário, este texto fundador, prenúncio da genialidade que caracteriza a obra do Autor, observa, com espantosa argúcia, que a «psicologia só foi possível quando se aprendeu a dominar a loucura». Aqui a demência é considerada a uma nova luz. Uma obra essencial para compreender um dos temas fulcrais do pensamento contemporâneo.


O Nascimento da Clínica

Fouucalt, Michel. Tradução Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1977.

Esta obra procura examinar o novo tipo de configuração que caracteriza a medicina moderna e suas conexões com o surgimento de novas formas de conhecimento e novas práticas institucionais.


As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas

FOUCAULT, Michel. 8° ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. As ciências humanas são mais do que um saber – elas são uma prática, elas são instituições. Michel Foucault, ao analisar a gênese e a filosofia das ciências, mostra como é recente o aparecimento do ‘homem’ na história do nosso saber.


Arqueologia do saber

FOUCAULT. Michel. A obra ‘A arqueologia do saber’, de Michel Foucault, é a efetiva elaboração do pensamento filosófico do autor no sentido de solidificar as bases investigativas da ciência, sobretudo ao promover uma revisão dos conceitos que enfatizam a natureza da história epistemológica.


A ordem do discurso: aula inaugural no collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970

FOUCAULT, Michel. 5 ed. São Paulo: Loyola , 1996. Nesse livro, Foucault procura analisar a relação entre as práticas discursivas e as diversas formas de poder que as permeiam.


Isto não é um Cachimbo

Foucault, Michel. Tradução Jorge Coli. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2008. Contemplando a obra de René Magritte, Foucault desenvolve uma reflexão sobre questões fundamentais dentro das artes plásticas: a similitude e a representação, a relação entre texto e desenho, o signo verbal e a representação visual. Importante contribuição para o estudo da arte, sua história.


Vigiar e punir: nascimento da prisão

FOUCAULT, Michel. 20 ed. Petrópolis: Vozes, 1999. Esta obra é um estudo científico sobre a evolução histórica da legislação penal e respectivos métodos coercitivos e punitivos adotados pelo poder público na repressão da delinqüência. Os métodos vão da violência física até instituições correcionais.


História da Sexualidade I: A Vontade de Saber

FOUCAULT, Michel. Editora: Graal. A sexualidade tem sido bruscamente censurada, reprimida pela sociedade, depois de ter vivido em liberdade de palavras e atos? Segundo Foucault, a sociedade capitalista não obrigou o sexo a esconder-se. Ao contrário, desde o século XVI e principalmente a partir do último século, o sexo foi incitado a se confessar, a se manifestar.


História da Sexualidade II: O uso dos prazeres

FOUCAULT, Michel. Editora: Graal. Nesta segunda parte de História da sexualidade, Foucault modifica o seu projeto original, que era de falar da sexualidade no século XIX e volta à Antigüidade, analisando as práticas existentes em torno do sexo na Grécia Antiga. Foucault não aceita a hipótese repressiva pela qual a sexualidade é reprimida pelo sistema. Para ele, a sociedade capitalista liga prazer e poder.


História da Sexualidade III: O cuidado de si

FOUCAULT, Michel. Editora: Graal. Foucault vai até a Antiguidade clássica, do império greco-romano para investigar as reflexões morais sobre o sexo, a relação com o precursor da moral cristã – o prazer sobre profundas alterações, ganhando força o ideal de suportar a privação do sexo, limitando-se seu uso ao casamento e à procriação.


Ditos e Escritos III – Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema

FOUCAULT, Michel. Organizador: Manoel Barros da Motta. Editora: Universitária Forense. Foucault analisa obras que, diante da perspectiva humanista dominante na episteme da modernidade através do que poderíamos chamar de orientação nietzschiana na filosofia, criaram uma literatura que é uma alternativa às problemáticas do sentido, da vida e da linguagem dominantes na fenomenologia e no existencialismo, e que para ele se apresentavam como “sufocantes”.


Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão

Rio de Janeiro, Graal, 1977. Este livro é o resultado de um trabalho de equipe realizados no College de France sob a direção de Michel Foucault, reunindo as peças judiciárias do processo e desenvolvendo análises sobre aspectos jurídicos e psiquiátricos do caso luz das conceituações atuais.


Nietzsche, Freud e Marx

FOUCAULT, Michel. São Paulo: Princípio, 1997.


Microfísica do Poder

FOUCAUL, Michel. Tradução e Organização: Roberto Machado.Editora Graal,  A obra traz vário artigos e entrevistas que possuem como tema central a questão do poder na sociedade capitalista: na sua natureza, seu exercício e suas instituições.


Segurança, Território, População

Michel Foucault. Editora: Martins Fontes. Partindo do problema do biopoder, ele se propõe estudar a implantação, no século XVIII, dessa nova tecnologia de poder, distinta dos mecanismos disciplinares, que tem por objeto a população, e gerenciá-la a partir do conhecimento de suas regularidades específicas. Tese original que este curso formula do liberalismo como racionalidade governamental baseada no princípio do laisser-faire.


O nascimento da biopolítica: curso dado no collège de France (1978-1979)

FOUCAULT, Michel. [tradução de Eduardo Brandão]. São Paulo: Martins Fontes, 2008. Depois de mostrar como, no século XVIII, a economia política assinala o nascimento de uma nova razão governamental – governar menos, por uma preocupação de eficácia máxima, em função da naturalidade dos fenômenos com que se tem de lida.


Do Governos do vivos: cursos no collège de France (1979-1980): aulas de 9 e 30 de janeiro de 1980

Editora: CCS. Entre outras questões, a obra aborda como foram constituídas as formas de obediência, como foi possível ao indivíduo moderno a relação estabelecida dele mesmo com práticas sistemáticas de renúncia da vontade, da liberdade e de si mesmo e do que procede, nas sociedades ocidentais, a prática da ‘servidão voluntária’.


O Governo de Si e dos Outros

Tradução Eduardo Brandão. Martins Fontes. Qual governo de si deve ser o fundamento e o limite ao governo dos outros? A partir desta questão, Foucault se situa em relação à herança filosófica e problematiza o status da sua própria fala.


A verdade e as formas jurídicas

3ed.  Rio de Janeiro: NAU editora, 2002.FOUCAULT, Michel. Nas conferências reunidas nesta obra, o autor pretende mostrar que as condições políticas, econômicas de existência não são um véu ou um obstáculo para o sujeito do conhecimento, mas aquilo através do que se formam os sujeitos de conhecimento e, conseqüentemente, as relações de verdade.


Em defesa da sociedade curso no collège de France

Foucault se interroga sobre a pertinência do modelo da guerra para analisar as relações de poder.


A Hermenêutica do Sujeito

Curso no Collège de France.
Foucault apresenta uma investigação da noção de ‘cuidado de si’ que organiza as práticas da filosofia. Ao descrever o modo de subjetivação antiga, ele busca tornar patente a precariedade do modo de subjetivação moderno.

Sobre Michel Foucault

Foucault nasceu em Poitiers, França, em 15 de outubro de 1926. Como estudante, ele foi brilhante, mas psicologicamente atormentado. Tornou-se academicamente estabelecido durante a década de 1960, ocupando uma série de posições em universidades francesas, antes de sua eleição em 1969 para o ultra-prestigioso Collège de France, onde foi professor de História de Sistemas de Pensamento até sua morte. A partir dos anos 1970, Foucault foi muito ativo politicamente. Ele foi um dos fundadores do Groupe d’information sur les prisons e muitas vezes protestou em nome de grupos marginalizados. Frequentemente lecionava fora da França, particularmente nos Estados Unidos, e em 1983 concordara em lecionar anualmente na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Uma das primeiras vítimas da AIDS, Foucault morreu em Paris em 25 de junho de 1984. Além de trabalhos publicados durante sua vida, suas palestras no Collège de France, publicadas postumamente, contêm importantes elucidações e extensões de suas idéias.

Pode-se questionar se Foucault é de fato um filósofo. Sua formação acadêmica foi em psicologia e sua história, bem como na filosofia, seus livros eram principalmente histórias de ciências médicas e sociais, suas paixões eram literárias e políticas. No entanto, quase todas as obras de Foucault podem ser reproduzidas fracamente como filosóficas em uma ou ambas as duas maneiras: como realizar o projeto crítico tradicional da filosofia de uma maneira nova (histórica); e como um engajamento crítico com o pensamento dos filósofos tradicionais. Este artigo irá apresentá-lo como um filósofo nestas duas dimensões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *